quinta-feira, 5 de abril de 2012

Morro do Couto


No dia 04/04/2012 eu e meu amigo Evandro tivemos a honra de levar um grupo de jovens estudantes do colégio João Maia, acompanhados de três professores, ao Morro do Couto no Planalto do Itatiaia. A atividade faz parte da 6ª Jornada Ambiental (referente ao ano passado).

O ponto de encontro foi em frente ao colégio e por volta das 7 horas saímos rumo ao Planalto. A galerinha dentro do ônibus estava bem animada e a viagem foi tranquila. Passamos por Engenheiro Passos e demos a primeira parada na Garganta do Registro para esticar as pernas. Saindo do Registro pegamos uma estradinha de terra (que por incrível que pareça é uma BR) e já deu para notar a diferença na vegetação (a partir deste ponto é típica de montanha). Os alunos curtiram muito o belo visual da estrada até chegarmos ao Posto 3 (mais conhecido como Posto Marcão). Preenchemos a ficha de entrada e para onde iríamos e iniciou a nossa caminhada.

Reunimos o grupo na área de estacionamento dos carros e fizemos todas as considerações e partimos para a trilha. Caminhamos pela estrada que dá acesso a torre maior de Furnas quando estávamos próximo a torre entramos em uma trilha situada à direita da estrada, logo no começo uma parte dos alunos viram uma pequena cobra mas sem nenhum problema. A trilha está muito bem sinalizada e caminhamos sem dificuldade. Após um tempo chegamos ao Campo Escola Luis Fernando (uma parede onde existem diversas vias de escaladas) e o Evandro deu uma pequena explicação das vias e como é feita a escalada. Passamos por um pequeno trecho alagado e chegamos ao Morro do Couto propriamente dito, vimos a torre menor de Furnas e mais a frente o nosso objetivo final: o cume do Couto.

A caminhada pela crista do Couto é lindíssima com belas paisagens mas, infelizmente, fomos um pouco prejudicados pelas nuvens. Após a passagem do trecho de trepa-pedras (a escalaminhada) estávamos todos no topo onde lanchamos e ficamos um tempo apreciando o Planalto. Conseguimos ver (quando as nuvens deixavam) a Pedra do Altar, o Pico das Aguhas Negras e a Asa de Hermes. A descida foi tranquila sem nenhum incidente.

Já no ônibus, paramos no antigo hotel Alsene, Brejo da Lapa e Casa de Pedra (um agradecimento especial ao sr. Antonio Coslops que permitiu a nossa visita a casa) e as 18:30 estávamos em Resende. Foi uma ótima atividade com um grupo animadíssimo e especial, parabéns a todos.

Obs.: A foto panorâmica foi tirada em um trecho da trilha do Morro do Couto.


 


domingo, 25 de março de 2012

Serrinha - Penedo (Via Figueira)

No dia 22/03, quinta-feira, estava programado pelo Projeto Monitor de Ecoturismo a realização da trilha da Cachoeira do Rolando em Engenheiro Passos, mas chegando a fazenda a onde está situada a cachoeira, fomos informados pelo administrador que o acesso estava fechado ao público por determinação do dono da propriedade. Com esta impossibilidade tivemos que traçar um novo destino e foi sugerido a travessia Serrinha - Penedo pela parte alta, passando por uma grande figueira  já em Penedo.

Iniciamos a trilha no alto da Serrinha em uma propriedade particular. O percurso é todo dentro da mata e a trilha está totalmente fechada e tivemos que utilizar o facão o tempo todo. Os pontos a destacar no trajeto (além da beleza da Mata Atlântica) é a travessia do rio Alambari ainda na Serrinha e a crista do morro conhecido como divisor (de um lado é a Serrinha e do outro Penedo), este local é tomado de árvores de médio a grande porte, muito bonito.

Infelizmente não conseguimos localizar a Figueira e tivemos um pouco de dificuldade de achar a trilha em Penedo, pois tínhamos saído do trajeto original, localizada seguimos direto para Penedo. Saímos em uma casa abandonada em meio a mata e um pouco mais a frente estávamos na estrada do Truta Viva.

Esta trilha não é recomendada para o uso de turistas e trilheiros pelo fato de estar totalmente fechada, sendo muito difícil a orientação dentro da mata para quem não conhece bem aquela região, mas valeu a pena para eu conhecer mais um pouco esta lindíssima região. Participaram desta atividade: eu, Adriana, Antônio Leão e os guardas-ambientais Ademilson e Ismar (sem a presença deles não seria possível a realização desta empreitada).





sábado, 17 de março de 2012

Cachoeira da Fumaça


Depois de um tempo parado no final do ano o Projeto Monitor de Ecoturismo voltou as atividades em março e o nosso primeiro trabalho foi o levantamento das informações da pequena trilha da Cachoeira da Fumaça em Resende no dia 15/03/2012.

Desta atividade participou somente eu e a Adriana. Saímos de Resende por volta das 08:30 e fomos direto para o distrito da Vila da Fumaça, demos uma pequena parada na localidade somente para eu comprar pilhas para a minha máquina fotográfica. A estrada que leva até a cachoeira passa por uma região muito bonita e cerca de quinze ou vinte minutos depois estávamos no início da trilha.

A trilha inicia em uma placa colocada pela AMAR (Agência de Meio Ambiente de Resende) indicando o Parque Natural Municipal da Cachoeira da Fumaça e Jacuba e 523 metros depois termina na grade de proteção da cachoeira. A trilha é, na realidade, uma estradinha de terra que dá para passar com carro e visualizamos a existência de cerca de quatro bambuzais e, se não me engano, uma fonte de água.

Na cachoeira, eu e a Adriana tiramos diversas fotos e fizemos uma pequena averiguação das condições do local e comentamos como a queda d´água  poderia ser melhor aproveitada do ponto de vista ambiental e turístico. Acima da cachoeira verificamos uma possibilidade de abrir uma trilha até uma pedra que serviria como mirante (um projeto para o futuro).

Na volta para a Vila da Fumaça pedi ao motorista que desse uma parada na estrada para que eu pudesse fotografar uma linda cachoeira no meio da mata (já está anotado em minha agenda uma ida até esta cachoeira, aguarde relato aqui no blog). Por volta das 12:30 estávamos de volta a Resende, uma atividade rápida mas que valeu a pena, afinal, visitar a Cachoeira da Fumaça é um programa imperdível.



sábado, 3 de março de 2012

Cachoeira da Usininha


Na quinta-feira, dia 01/03, fui para Visconde de Mauá para conhecer a Cachoeira da Usininha, o bom desta cachoeira é que está coladinha com a Vila de Mauá. Chegando a vila fui direto para a casa de meu amigo Iazpeck, conversamos um tempo e fui com ele até o shopping Aldeia dos Imigrantes ver a feirinha de produtos orgânicos e alternativos. Infelizmente a feira está desprestigiada, somente tinha 03 barraquinhas. Peguei informações com o Iazpeck onde era a entrada da trilha para cachoeira e segui o meu rumo.

Peguei a atual estrada-parque e caminhei alguns minutos ao lado de um muro de cimento, ao término do muro vê-se a entrada da trilha. Na verdade só existe a entrada da trilha pois o resto é andar no meio do mato, contornando as árvores até chegar ao rio, mas é um trecho muito pequeno para andar.

O local onde está a cachoeira é muito bonito e composto por uma pequena queda d´água e um excelente poço para banho. Fiquei um bom tempo refrescando-me no local e não cansei de admirar um grupo de borboletas brancas e grandes que ficavam sobrevoando sobre a cachoeira. Depois de aproveitar bastante resolvi descer pelo Rio do Marimbondo (onde está a queda d´água) e conhecer um pouco mais dos seus domínios. Passei por uns trechos complicados e fiquei admirado com um poço bem fundo com paredões dos dois lados, e logo após saí em um local que o rio formava uma grande lagoa, realmente muito lindo. Terminei a minha exploração saindo por uma ponte na estrada que dá acesso as vilas de Maringá e Maromba.

Foi uma manhã super proveitosa (eu fiquei em Mauá das 09:30 até as 13 horas) e recomendo a todos para conhecer esta graciosa e bela cachoeira.




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Travessia Serrinha - Penedo

A minha primeira trilha em 2012 foi a Travessia Serrinha - Penedo, é a terceira vez que faço esta caminhada (as outras duas foram pelo Projeto Monitor de Ecoturismo da Prefeitura de Resende).

A caminhada foi feita no sábado, 07/01, com o GEAN - Grupo Excursionista Agulhas Negras. O pequeno grupo era composto por mim (guia), Santiago, Débora, Eliane e Ladário. Saímos de Resende as 6:50 hs no ônibus para a Serrinha do Alambari e as 7:40 já estávamos em frente a ong Crescente Fértil na Serrinha, tiramos uma foto do grupo e pegamos uma estradinha ao lado da ong e seguimos em direção ao sítio do Seu Celestino (ponto de partida da travessia).

No sítio do Seu Celestino não encontramos ninguém, passamos pelo curral e iniciamos a nossa empreitada. Logo no começo encaramos uma subida bem forte e depois seguimos em zigue-zague pelo morro, paramos algumas vezes para admirar a bela paisagem e observar três tucanos que passaram voando por nós. Quando estávamos quase no topo do morro deparamos com um grupo de vacas, elas sempre estão neste ponto, e vieram em nossa direção atrás de sal grosso (pelo menos é o que eu acho), como  não conseguiram nada ficaram um tempo nos encarando e foram embora.

Chegando ao topo do morro a trilha segue para a esquerda, passando por um pequeno trecho com eroção e logo em seguida estamos no início da mata. A entrada da trilha fica em uma pequena grota, olhando com atenção você irá ver a picada escondida no meio do mato. O trecho dentro da mata é dividido em duas partes, a primeira vai até as jabuticabeiras e a segunda das jabuticabeiras à um casebre abandonado. Um alerta, quando chegar nas jabuticabeiras a trilha seguirá para a esquerda.

Dentro da mata encontramos alguns palmitos cortados (ação de palmiteiros), tiramos fotos de uma bela orquídea e cruzamos alguns córregos. Chegando ao casebre (atenção, pois este ponto a trilha está bem fechada) novas fotos e o início da caminhada pela estrada. Seguimos pela estrada com cuidado, pois estava bastante escorregadio por causa da chuva do dia anterior. Demos uma parada em uma pequena e bela cachoeira com um poço ótimo para banho, eu chamei este lugar de Cachoeira do Camarão devido a presença de camarões no rio. A trilha continua pela estrada até chegar a pousada Portal do Bosque (pelo menos era este o nome, não sei se mudou). O Portal do Bosque marca o fim oficial da trilha, segue-se por mais quinze minutos até chegar a rua principal de Penedo onde pega-se o ônibus de volta para Resende.

Fizemos a travessia em quatro horas, no final todos estavam satisfeitos e aprovaram o percurso. Lembrando que o trajeto passa por propriedades particulares sendo necessário a autorização.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Parque Estadual da Pedra Selada

A Pedra Selada símbolo e um dos principais atrativos do parque a ser criado.
A região das Agulhas Negras está preste a ganhar uma nova reserva ambiental, trata-se do Parque Estadual da Pedra Selada, com quase 8.000 hectares estando localizado nos municípios de Resende e Itatiaia.

Como o parque estará quase todo situado em Resende (cerca de 95%), o INEA - Instituto Estadual do Ambiente, órgão responsável pela criação da unidade de conservação - organizou no dia 07/12 uma consulta pública na câmara de vereadores desta cidade. Com um bom número de participantes a consulta começou as 19 horas e prolongou-se por quase três horas.  A apresentação foi capitaneada pelo representante do INEA André Ilha.

A apresentação abordou os seguintes assuntos: situação atual da Mata Atlântica, as estratégias e objetivos do INEA, o que é um parque estadual, os critérios para criação de Unidades de Conservação (UC´s) e como será o Parque Estadual da Pedra Selada. Após a apresentação, o público pode fazer perguntas para esclarecimento de dúvidas. A maior preocupação foi quanto a situação dos produtores rurais localizados na área do novo parque. O representante do INEA procurou tranqüilizar a todos dizendo que a unidade de conservação pegaria, na sua maioria, áreas com cobertura vegetal, ou seja, áreas não produtivas e já consideradas como área de proteção permanente (APP) e ressaltou que o parque alavancaria o turismo na região, melhorando a economia local. Ao término da consulta, acredito que muitas dúvidas ainda persistem, mas a grande maioria dos participantes (assim como eu) foram favoráveis a criação do novo parque. Agora é aguardar o desenrolar do processo.



sábado, 3 de dezembro de 2011

Travessia Serrinha-Penedo


A Travessia Serrinha-Penedo é uma das muitas trilhas selecionadas para o Projeto Monitor de Ecoturismo. Estive nesta trilha juntamente com o Ismar, Ademilson e Leandro no dia 22/09; mas não conseguimos fazer a demarcação completa pois no meio do caminho encontramos sinais de ação de palmiteiros e acabamos cancelando a atividade e procuramos localizar o ponto de saída dos mesmos. Por este motivo no dia 01/12 eu, Ismar e Ademilson retornamos a trilha para terminar a demarcação; graças a Deus não vimos sinais dos larápios de palmitos.

Fui para a Serrinha do Alambari de ônibus e as 7:45 estava esperando os meus companheiros em frente a ong Crescente Fértil, enquanto esperava encontrei com o Luis Felipe (presidente da ong) e o Santana (chefe do grupamento ambiental). Quase uma hora depois os dois chegaram. Após os cumprimentos seguimos para o sítio do "Seu" Celestino - ponto de partida da travessia.

Depois de uma rápida conversa com o "Seu" Celestino partimos para a nossa caminhada. A trilha inicia com uma forte subida com cerca de 100 metros e depois segue em zigue-zague pelo morro até próximo ao topo. Chegando neste local encontramos com um grupo de vacas e o Ademilson não perdeu tempo de tirar um sarro com a minha cara, ele sabe que não sou fã desse bicho e eu acho que elas também sabem pois vieram em nossa direção. Após uns berros as "malditas" foram embora e continuamos com a nossa caminhada. Mantivemos pela trilha que neste ponto é bem demarcada (segue para a esquerda) até chegar a entrada da Mata.

O Ismar sugeriu fazer um trecho da trilha do sertão, o que foi aceito. O início desta trilha é bem aberto, parece uma estrada, chegando no sertão a trilha simplesmente some. Embrenhamos na mata e fomos a bela Cachoeira do Sertão e dali seguimos pelo leito do rio até chegar nas jabuticabeiras. Como tínhamos que fazer a medição retornamos até a entrada da mata pela trilha a ser medida (e não a do sertão), de volta ao início da mata fizemos um pequeno lanche (biscoito e água) e pegamos de novo a trilha contando os passos e tirando fotos. Chegando de novo nas jabuticabeiras dobramos a esquerda e entramos na picada e seguimos em direção a Penedo, depois de um certo tempo chega-se a uma casa aparentemente abandonada que marca o fim da mata e o início da estrada. Caminha-se até chegar a uma porteira que fecha a estrada (final da trilha). Neste ponto despedi do Ismar e do Ademilson, os dois retornaram para a Serrinha e segui para a estrada principal de Penedo para pegar o ônibus de Resende.